be yuqi and beat jk

finalmente vou começar essa loucura que batizei .be.n.beat.yjk:PROJECT, mas antes de explicar o que seria isso, eu gostaria de tentar abrir meu coração e expor algumas coisas aspirantes a profundidade da minha própria psiquê. talvez nem abra nada do coração de verdade, porque não sei se o jeito que faço isso é o jeito certo de se fazer e talvez a profundidade que eu acredito estar falando sobre seja mais rasa que piscina de criança, mas tudo bem. preciso fazer isso para conseguir entrar de cabeça no projeto, porque um dos efeitos colaterais dele vai ser eu parar de me expor internamente e focar essa exposição no externo.

ontem cheguei em casa depois do taekwondo e de fazer meu ritual favorito (tomar uma cervejinha sozinhe na copasa) e encontrei minha mãe na cozinha, indignada e toda chorosa. o motivo: a morte da Marília Mendonça. fiquei ouvindo o desabafo dela sobre essa menina que nos deixou aos 26 anos (5 anos atrás) e eu seria mentirose se dissesse que compreendo essa dor em plenitude, compreendo partes disso, fico igualmente indignade com a brevidade que a vida pode ter, desejo sentimentos a todos… mas compreender em sua totalidade ainda não sou capaz. mas essa foi a primeira vez que senti junto um pouco desse sentimento por alguém que nunca vi, que nunca falei oi na vida. a última vez que sofri doído de verdade a perda de uma pessoa famosa foi o Zé Celso, que vi só uma vez e ele cantou Cordão do Chico Buarque com o braço no meu ombro. Para mim, aquilo era suficiente pra justificar o sofrimento. As outras vezes sofri pelo legado, nunca consegui sentir essa dor em tanta totalidade quanto as pessoas normais sentem.

depois do desabafo dela fomos assistir BBB e eu me indignei demais pelo baixo tempo de tela que a Samira teve nos VTS da final, sendo que claramente o programa entrou em banho-maria depois da saída dela. isso ainda não chega nem perto daquela coisa tão verdadeira que a minha mãe sentia há pouco. eu fiquei insuportável mês passado falando da Samira e enchendo o saco de geral e discutindo em boteco pra defender ela, mas tudo isso era mais performático que real. era uma torcida muito verdadeira, mas que nascia do sarcasmo e da minha imensurável vontade de pentelhar, ou nas palavras de alguém que logo entrará no texto: ser provoke society.

e é com o sarcasmo e com a pessoa do “provoke society” que eu dou sequência, porque sempre fui fã de muita coisa, mas quase tudo que já gostei, gostei com vergonha. de algumas coisas sentia vergonha por ser pop demais, outras por ser pop de menos. sempre gostei sarcasticamente, fazia a propaganda dos meus amores, mas sempre fiz com poréns ou com uma prosódia tão envergonhada, enbanhada num sarcasmo eterno que tinha a mensagem clara de “como pode, né? gostar de uma coisa dessas, mas eu gosto”. e aí, apareceu esse cara que percebeu esse quase vício de linguagem de gostar sem se permitir gostar, de tratar o gosto como uma maneira de se diminuir por gostar e me falou incontáveis vezes: “jamais sinta vergonha pelos seus gostos“. o que é uma parada muito engraçada, porque 87% desses gostos que eu falei com essa vergonha com ele foram sobre o idle ou a yuqi, a yuqi que no final de todo cover dela estampa do tamanho do monte everest na tela “always be proud of yourself“. existem coincidências que fazem a gente pensar sobre como existem verdades mais verdadeiras que a própria verdade.

não sei se foi a coincidência ou o jeito dele falar isso, mas sei que culpa no cartório ele tem de hoje eu estar há 3 meses ouvindo em 93% do meu tempo i-dle ou os solos das meninas do grupo e isso é uma parada muito absurda para processar, porque eu não consigo durar muito nas coisas. ano passado, me lembrei que existia o the darkness e o glam rock, entrei de cabeça, achei que fosse durar por toda a eternidade, escrevi uma fanfic de uma banda de glam rock (na cabeça, claro, por causa da ojeriza à ficção, outra ref dele). duas semanas depois, já não conseguia mais ouvir glam, nem meu secos & molhados que tem uma sonoridade mais suave. minhas obsessões sonoras se esgotam sempre em segundos no espaço-tempo. o i-dle não só dura e perdura, como dou passos além. vejo gente reagindo ao grupo, vejo vídeos e mais vídeos sobre essas ex-6 meninas e me derramo em lacrimejos quando um reacter aleatório — que nunca nem vi, não faço ideia sobre e que está ali querendo agradar a audiência — rasga elogios a elas e, percebam, como o meu gostar sarcástico ainda está presente (eu faço questão de mostrar o quão ridículo é acreditar em reacters vendendo seu peixe, faço questão de desmerecer o que me alegra ao ponto de derramar). e minha meta real de vida agora é trabalhar nesse sarcasmo da vergonha.

é difícil trabalhar algo sem saber seus radicais e beira o impossível conhecer estes radicais, só posso fazer suposições e escrevo para tentar esclarecê-las. recentemente fui confrontado algumas vezes com a palavra “sonho“, não o que se tem quando se dorme, o outro, o quase místico e me coloquei a refletir se tem algo na minha vida que posso chamar de sonho e tem algumas coisas que gostaria muito de fazer, mas todas essas coisas se acumulam e é uma tarefa complicada o “separar para conquistar” e acabo por viver no oceano de “e se”, mas falaremos mais disso depois. agora é hora de achar o radical. fui uma criança que sonhava ser promotora, que sabia a tabuada decorada da multiplicação — antes de ser introduzida à adição na escola — e odiava ler, mas sabia o básico de todas as histórias da mitologia grega e conversava de filosofia com os adultos e dava dicas de vida para os meus clientes 40+ enquanto servia mais uma bhrama geladinha, aquela que eles sempre pediam para pegar a do fundinho. A criança cresceu e no ensino médio descobriu o sonho de ser wrestler de luta de mentirinha (wwe); depois sonhou em não crescer, se possível ser contratada para brincar de pique-pega, de infected, porque naquilo ela tinha talento; a wwe voltou a cena, mas dessa vez não era luta e nem de mentirinha, era a coisa mais verdadeira que ela já sentiu, o teatro, um sonho forte de ser drama e o jeito que ela já sabia fazer as coisas era com as lutinhas encenadas, depois aprendeu um pouquinho do resto. mas todo mundo sabe o que aconteceu em 2020. depois muitos outros sonhos apareceram, ser influencer, transformar minha fiorino numa editora móvel, aposentar em 2029, se tornar uma mestra tardia do modernismo, fugir para a floresta etc. o sonho mais sólido e constante entre todos os pós-pandêmicos sempre foi ir para a china, mas mesmo sendo o mais sólido é muito abstrato, porque… fazer o quê lá? é uma pergunta que deixa tudo mais nebuloso.

da criança que sonhava como adulto ao adulto que sonha igual criança, é fácil entender esse grande conflito sarcástico que compreende e aprendeu que brincar é a única ação verdadeiramente séria que existe, que complementa a alma (se esta existir). mas que se envergonha por brincar, e se envergonha de sonhar e se envergonha e envergonha e envergonha. e tudo que leva a sério, fala sobre como se não fosse nada de mais. e nesta contradição, introduzimos uma outra personagem bastante presente na minha realidade atual e algumas reflexões que me atormentam.

desde agosto do ano passado, venho procurando um amadurecimento espiritual. não é de hoje que sou tendencioso a acreditar em tudo, mas vocês já sabem, né? acreditar no off; quando for no on, sempre com uma piadinha me auto desmerecendo por acreditar. e conversando com essa pessoa, ela me perguntou como eu pedia minhas graças, já que eu sempre disse que não recuso graça, e minha resposta foi que eu olho para imagens ou para os céus e falo “obrigado pelas bençãos e se for das vossas vontades podem continuar mandando, qualquer coisa, que vocês sabem melhor do que eu o que é melhor para mim”. ao ouvir a minha resposta ela replicou dizendo que eu não tinha humildade, porque pedir para deuses, entidades, santos etc é sobre ter humildade, é sobre abaixar a cabeça, falar especificamente o que se quer, agradecer especificamente pelo que se tem; que essa generalização toda é um jeito de me posicionar prepotentemente perante o divino. eu sempre achei que agradecer e pedir e não recusar fosse uma ação humilde, ali percebi que sim, talvez seja, mas a minha abnegação é prepotente. ontem, na copasa, percebi o quão esnobe eu pareço ao pedir bençãos, ao fazer oferendas. e refleti sobre isso não ser só em respeito às divindades, talvez eu pareça esnobe ao pedir ajuda e ao oferecer algo a alguém também. se pareço — em alguma camada — sou, afinal a temporada século XX/2-seculo XXI/1 é toda sobre a recepção.

não tenho nada contra a prepotência, contra a arrogância. inclusive uma das minhas grandes vontades é conseguir abraçar esses traços tão característicos em mim, o problema é que a minha prepotência está inundada de humildade e a minha humildade de prepotência e isso transforma a prepotência em vergonha e a humildade em esnobismo. e vergonha e esnobismo são duas coisas que, na medida do possível, gostaria de parar de sentir. quero ser prepotente na minha prepotência e humilde na minha humildade, não sei como e não consigo descobrir os radicais e os porquês por uma outra coisa que essa pessoa me disse, ela me introduziu ao conceito freudiano de recalque. não compreendi 100% a ideia, mas me aterrorizei com a ideia que as pessoas lembram muito mais do passado do que eu. pode ser só porque sou uma pessoa muito pouco visual, claro. mas saber que lembro de coisas do passado mais como flashs de raros momentos e lembro mais textualmente que imageticamente de tudo, me fez refletir porque meu cérebro gosta tanto de apagar coisa, mas acima disso me preocupa que tanto apagamento impossibilite a missão de buscar os radicais para entender a minha vergonha e o meu esnobismo, e temo que sem a possibilidade de conhecer estes radicais, jamais eu consiga corrigir em plenitude todas estas questões.

antes de tocarmos em frente, preciso falar sobre a “terceira pill“ que esta amiga me introduziu: em uma dinâmica simples para ser aplicada em crianças, ela pediu para que eu pensasse em um inseto, na cor dele, num super poder pra ele ter e que criasse uma breve história pra ele. o resultado: uma abelha rosa, com o poder da metamorfose, que por saber se metamorfosear não foi bem-vinda entre as abelhas, então virou uma capivara e foi aceita por um breve tempo até não ser mais e virou um outro bicho e o padrão se repetiu infinitamente. depois de criar esse cenário, ela me disse, “então, a abelha é você”. e isso bateu muito com a “filosofia da vassoura“ que eu sempre disse guiar a minha vida, porque a vassoura passa por todos os cômodos e não pertence a nenhum. fazia tempo que eu não pensava em mim mesme enquanto vassoura, mas ali na hora tudo isso voltou e se coligou com os outros assuntos e não sei como refletir sobre.

tentarei ligar todos esses pontos. antes preciso falar sobre outras duas palavras que tribulam minha atualidade: assente e lealdade.

eu costumo ser bem “hipster” nas minhas escolhas de personagem favorito de qualquer coisa, então quando o meu favorito é também o mais popular é porque há alguma coisa muito poderosa nisso e, sim, estamos falando de rainbow dash. maníaca por esporte e toda colorida, talvez fosse a minha favorita de qualquer jeito. talvez não. e eu aposto na segunda opção, porque, apesar de eu sempre ter sido meio fissurade em esportes e cores também, o que mais me agradava na diva era sempre o jeito dela de se relacionar e no final da primeira temporada a gente descobre que o motivo daquilo é ela ser a guardiã do elemento da harmonia: lealdade. palavra que em inglês significa realeza se dita pelo cebolinha e, piadas à parte, foi a primeira descoberta semântica da minha vida. não lembro a novela, porque era muito catarrento (e só lembro flashs), só me lembro de um dia sentar para assistir com a minha avó um casal fictício brigando por causa dessa palavra. se não me engano, era um relacionamento aberto e o mantra do casal era “fidelidade é superestimada, a lealdade jamais pode ser quebrada” e esse mantra foi a primeira coisa que guardo na memória como uma reflexão solitária que nunca se esgotou e o resultado foi uma obsessão eterna pela palavra e por trazer como meta de vida se tornar uma pessoa leal. acontece que acabo de descobrir que a semelhança entre loyalty e royalty não é apenas propensa a uma piada, elas estão tão emaranhadas entre si que são quase indisassociáveis, visto que lealdade é derivada do latim lex, que significa lei; e pensadores de todas as épocas amam a ideia de confabular sobre a relação entre rex (rei) e lex, não julgo, também gosto muito de sons ecoantes.

ou seja, vivi uma eterna mentira por acreditar na conceituação de uma novela e na representação do conceito em um desenho que, segundo seus produtores, é indicado para meninas de 4 a 12 anos.

e a mentira vivida aumenta o tormento da segunda palavra.

um professor me perguntou o que estava acontecendo comigo ultimamente em um tom de preocupação e usou a palavra “assente” para me adjetivar. palavra que ele fez questão de buscar na mente e usar esta e não outra equivalente. desde então, não paro de pensar sobre os assentamentos que — sabe-se lá como — construí e uso de fortaleza anti-movimento. ele usou a palavra para dizer que eu tenho assentido bastante e abandonado meu jeito combativo e falou que estava com saudades da combatividade. o jeito que ele usou já é ruim o bastante, porque eu também estou morrendo de saudades da minha combatividade, não faço ideia de como recuperá-la. só que piora no dicionário, porque deixa de ser só sobre assentir, é também sobre estar acimentado. é uma palavra que pressupõe estabilidade e ontem mesmo (esse é outro ontem do começo do texto, é o ontem que escrevi sobre o outro ontem) eu defendia a estabilidade como algo incrível e glorioso, mas que não dá match com o meu caos primordial, ou seja, é uma palavra ótima e muito positiva e desejo para todos que almejam, não é o meu caso. óbvio que quero estabilidade, o problema é que não ando tendo as boas estabilidades, ando sendo a estabilidade de zenão, ou melhor, não ando, né?

assente, lealdade, vassoura, marília mendonça, esnobismo, vergonha, provoke society etc, eu que lute para amarrar isso agora e falar sobre a yuqi e sobre o jk.

ah, não quero também. esse monte de palavras se acumulam e se acumulam e se acumulam e me sinto cada vez mais distante de achar alguma coisa pra chamar de “eu“, que não seja um cemitério lexical que se zumbifica e me devora. e aquela abelha rosa que podia se metamorfosear em qualquer coisa, com medo de deixar de ser bem-vinda por outros seres vivos, passa a apenas metamorfear-se em palavras; frias e mortas, putrefatas e assentes.

(a onomatopeia é a mais elevada sofisticação que a comunicação pode alcançar.)

resumo da ópera, quero melhorar. quero ser a tal da minha melhor versão e, depois de toda essa confusão acima exposta, chego à conclusão que palavras — conceitos, adjetivos, virtudes, vícios e sei lá mais o que — só vão dificultar a caminhada, porque quando mergulho nessas filologias e filosofias e tento encontrar os radicais do mundo e como aplicar isso para a minha vida, não saio do lugar. não vou aprender a ser humilde na minha humildade refletindo sobre humildade, nem a ser prepotente na minha prepotência refletindo sobre prepotência. e muito menos vou conseguir seguir o conselho da yuqi de “always be proud of yourself” se eu ficar refletindo sobre always, sobre be, sobre proud, sobre yourself. de nada adianta tanta reflexão, se o self é um self-service em um restaurante de palavras.

qual o jeito certo se agir então? não faço a mínima ideia.

por isso, entrarei na jornada mais aleatória possível de viver para me tornar alguém e para estar apto a derrotar um outro alguém, mesmo sabendo que jamais nos encontraremos. por quê? porque cansei de procurar um “eu”, então eu vou tentar construir e se deus quiser vou encontrar as peças para montar esse frankenstein pós-pós-moderno na jornada.

mas por que Yuqi? e por que JK?

yuqi é meio que tudo para mim, sabe? nem lembro se foi o algoritmo que me guiou àquele bendito vídeo de Radio Dum-Dum ou se eu estava caçando “idols chinesas”, mas acho que foi o algoritmo. só sei que depois dali, apaixonei e comecei a procurar mais coisas sobre ela e isso me guiou ao i-dle que eu já conhecia superficialmente e hoje escuto mais as b-sides que as faixas hit do grupo (inclusive agora tô ouvindo Peter Pan (que a YUQI escreveu e ajudou na produção)). fui assistindo vídeos e mais vídeos e acredito que não exista uma realidade possível onde eu conheça a yuqi e não queira ser o mais próximo possível daquilo, sabe?

e o i-dle me ajudou a entender um pouco desse tal de “girl crush“ que me atraiu pro k-pop, por mais que as pessoas digam que o grupo é uma coisa à parte, uma mistura de conceitos novos e antigos misturados. a liberdade criativa que o i-dle tem faz delas o maior expoente, porque o conceito ultrapassa as roupas, o ritmos, a músicas, as letras e se torna mais personalizado. menos receita, mais experimento, por mais que seja menos experimental que muitas outras coisas, é um experimento feito por pessoas vivendo e não por pessoas calculando e analisando dados e setas que sobem e descem num computador.

2026 começou muito bem, fiz meu planejamento circular e como primeiro passo escrevi um texto de como quero estar no futuro (que confidenciei apenas a uma pessoa, mas se deus quiser crio coragem para postar aqui um dia desses) e fui fazendo todos os passos e crescendo devagar, até tudo desabar por eu não saber lidar com o sentimento de não ter conseguido ser útil em várias situações. então a ideia dessa retomada de planejamento visa a inutilidade. citei o texto secreto do começo do ano, porque ele fala de girl crush e fala sobre adquirir várias habilidades invejáveis, mas que se mostram úteis para ajudar as pessoas e para que eu consiga viver delas. agora quero as habilidades só para ter e, se elas vierem a ser úteis, que seja, o que importa mesmo é tê-las, sem razão alguma, só ter e ponto.

e aqui começa o .be.n.beat.yjk

não tenho nada contra o JK, muito pelo contrário, amo o cara. o JK do BTS, claro; porque o JK que vendeu o Brasil pra General Motors deve estar no top 10 pessoas que eu viajaria no tempo só para pegar no soco; e a JK véia transfóbica eu desejo só o melhor para a querida, um resort com tudo pago em tel aviv no dia que o mundo vai descobrir o que significa matar dois coelhos com uma cajadada só. mas vocês entendem, né? o cara é chará de uma galera complicada e por causa disso eu fiz uma piada que o venceria no 1vs1 só por causa do nome dele, só que uma amiga disse que seria impossível e eu fui pesquisar e ela estava certa. só que eu pesquisei demais e fui vendo que, exceto seu vício por moto, todas as coisas que ele é extraordinário são coisas que eu também gosto e seria interessante treinar nisso com um alvo impossível de ser batido. eu, que me viciei na pós-comparação para fugir de me sentir mal por me comparar com as pessoas. eu, que criei a pós-comparação que consiste em pensar no 7% melhores pessoas em algo e no 7% piores pessoas nesse mesmo algo e se eu estiver mais perto dos 7% melhores tá pago e fiquei confortável com meu sucesso em 87% dos assuntos. agora não aceito mais isso, eu preciso correr atrás do Jeon Jung-kook, que faz parte de alguns 7% melhores em algumas boas coisas.

e a yuqi também!

não importa mais se eu estou longe dos 7% piores, agora eu tenho que alcançar duas pessoas que estão em posições até mais afuniladas que os 7% melhores. vou alcançar? obviamente não, mas a utopia é o horizonte que a gente persegue sabendo que não vai tocar, mas continua perseguindo mesmo assim, porque ela te impede de parar. de estar assente. de ser assente.

vou explicar mais sobre o projeto no perfil que criei no Instagram especificamente para ele. mas como o projeto vai ser todo em inglês, vou fazer alguns posts aqui também explicando tudo, antes de divulgar o perfil, porque preciso arrumar as coisas lá.

vou só explicar o porquê dele ser em inglês. uma das metas do projeto é me aprofundar em línguas, voltar a estudar meu mandarim e depois tentar aprender tudo o que der, porque não aguento mais ser assombrade por palavras. por isso, vou tentar domá-las e domesticá-las para que eu as use — no máximo de versões que elas tiverem possível — e não que eu seja instrumento de suas travessuras. parece contraditório com o que eu disse antes e é mesmo. contraditório como a minha relação com o inglês, língua que conheço e domino o suficiente para que eu não possa acenar a virtude de ser tão abjeto ao inglês que me recuso a aprender; língua que desconheço e não domino ao ponto da fluência. língua que me deixa com vergonha por saber demais e com vergonha por saber de menos. ela está intimamente ligada a todo esse texto e vou usar o perfil para a praticar e ser tão bom nela ao ponto de poder a desfigurar.

isso aqui já está muito maior e desconexo do que deveria, mas hoje (23 de abril de 2026) está oficialmente iniciado o be.n.beat.yjk:PROJECT. e como 23 de abril, coincidentemente, é dia de São Jorge, vou fazer meus primeiros pedidos específicos: São Jorge da capadócia, me abençoe com o poder de sua lança para que eu consiga vencer os obstáculos que esse desafio impossível botar no meu caminho, me auxilia a nunca deixar de caminhar rumo às duas metas postas e quando as palavras, os conceitos e a recepção forem ensurdecedores e paralisantes não permita que eles se aproximem o bastante para me causar mal algum. rogai por nós. amém.

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